quarta-feira, 1 de julho de 2009

PELE E EMOÇÕES - DERMATOSES PSICOSSOMÁTICAS

Mente e pele: uma relação muito íntima!

Tanto que se fala “estou com os nervos à flor da pele”. Vejamos alguns exemplos:
Ficar vermelho de vergonha ou roxo de raiva.
Suar mais que o normal na hora de uma reunião importante.
Aparecer uma espinha, bem na ponta do nariz, um dia antes de um encontro especial.
Apresentar sintomas mais sérios de doenças como psoríase, vitiligo, alergias, infecções como o herpes e queda de cabelos em períodos de estresse.
E estresse pode ocorrer num período de muitos desafios profissionais, num momento de perda de alguém que se ama, nas dificuldades de relacionamento pessoal, profissional, social e na relação amorosa, em grandes alegrias e surpresas estupendas, como também nos momentos em que literalmente “se beira à loucura”.
Para ter uma pele saudável, além de dispor dos melhores recursos dermatológicos, pode-se cuidar também dos sentimentos, pensamentos e atos.
Uma abordagem cientifica – a psiconeuroimunodermatologia – a cada dia vem mostrando como estas questões emocionais influenciam nossa pele, cabelos e unhas, e como é possível tratar melhor das dermatoses levando em consideração as questões emocionais.

Mensagens que vão e vêm

Com o desenvolvimento progressivo da ciência no campo da psiconeuroimunologia, sabe-se que mensageiros químicos – os neuropeptídeos e outros neurotransmissores (substâncias produzidas pelo sistema nervoso) – levam informações do cérebro para os receptores da pele e vice–versa. Assim, as mais diferentes situações emocionais – ansiedade, euforia, tristeza, angústia, estresse, depressão – acabam causando alguma reação no organismo, inclusive na pele, no cabelos e na unhas.
Diversas pesquisas têm mostrado que os sistemas nervoso, endócrino e imunitário formam um único sistema que recebe a influência direta da mente. Mesmo sem se dispor de aparelho capaz de medir pensamentos e sentimentos, os dados científicos vêm fazendo com que pacientes e médicos, mesmo os mais céticos, passem a observar o fato de que a pessoa pode somatizar na pele suas emoções como, por exemplo, a agressividade na urticária ou a vida emocional turbulenta na acne.
Estima-se que mais de 40% das manifestações cutâneas estejam associadas a influências psíquicas.

Estresse – Um fator presente!

Quem pode afirmar que está livre do estresse, sobretudo quando se vive em grandes cidades? Motivos não faltam – trânsito, violência, correria, excesso de compromissos e atividades, trabalho desgastante, escola, provas e concursos, situação econômica, relações complicadas dentro da família.
Mas também sabemos que o mais importante é como lidamos com o problema e não o problema em si.
Todos nós, seres vivos, podemos integrar vários detalhes para cuidarmos de nossa saúde. Esteja atento a você e ao que seu médico orientar ou alertar: esse é um bom caminho para a cura que almeja encontrar.
Várias conseqüências do estresse são conhecidas, como a perda de resistência da pele, aumento do suor, vermelhidão, coceira e diminuição das defesas imunológicas. Seus efeitos podem causar aparecimento ou agravamento de alterações ou doenças, como enfraquecimento de cabelos e unhas, reações alérgicas, psoríase, dermatite seborréica, dermatite atópica, vitiligo, acne e infecções por bactérias, vírus ou fungos, apenas para citar algumas das mais comuns.

A importância de um bom diagnóstico

Vários profissionais, como psicólogos, psiquiatras, dermatologistas e endocrinologistas, estão unindo esforços e estudos na lida com seus pacientes de forma integrada e multidisciplinar. Afinal, se a mente pode causar, desencadear ou agravar uma doença cutânea, pode também ser usada como fonte de cura ou controle dessas mesmas doenças.
Há pessoas com problemas dermatológicos que, apesar de muito incomodadas, acabam desistindo de procurar o médico por já terem passado por vários tratamentos sem bons resultados. Reflita – uma avaliação psicológica pode ser necessária? Não estranhe, portanto, se o médico se interessar em conhecer um pouco mais sobre sua vida emocional e sentimental. Quando uma boa avaliação clínica, por vezes apoiada em exames complementares, mostrar que o uso de recursos que lidem com os aspectos mentais ou psicológicos possa ajudar, talvez isso faça a grande diferença para se obterem melhores resultados.
Pele e mente guardam uma relação muito íntima e delicada!
Saber avaliar e cuidar bem dessa relação certamente beneficiará não apenas sua pele, mas você como um todo.

Um comentário:

  1. Muito interessante esta matéria.
    Adorei .


    Valeria

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GRATA PELA COMPREENSÃO DE TODOS.

ATT.
DRA. SIMONE